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Upsell não é sobre vender mais. É sobre oferecer melhor, no momento certo.

  • 20 de mai.
  • 3 min de leitura
Pense na casquinha de sorvete do McDonald's.
Ela não é o produto principal, mas está estrategicamente posicionada para o bom upsell.

Durante muito tempo, o upsell foi tratado na hotelaria quase como um “talento comercial”.

Algo dependente da habilidade da recepção, da simpatia do atendente ou daquela famosa pergunta feita no check-in: “Gostaria de fazer um upgrade?”

Talvez o maior erro esteja justamente aí.

Ainda existe um erro silencioso acontecendo em muitos hotéis; tratar upsell como uma técnica de venda agressiva. Não é.

Upsell não é empurrar uma categoria superior. Não é insistir em um upgrade. E definitivamente não é “tentar aumentar o ticket a qualquer custo”.

Upsell eficiente não nasce da insistência. Nasce da estrutura. E, principalmente, de algo que vem ganhando cada vez mais espaço na hospitalidade moderna: a eficiência invisível.

É quando o hóspede sente que fez uma escolha melhor e não que gastou mais.


Que problema quando o upsell vira ruído!

Quando mal aplicado, o upsell quebra a experiência.

Acontece quando:

  • é feito no momento errado

  • não considera o perfil do hóspede

  • soa como script decorado

  • ou pior: quando o colaborador oferece algo que não faz sentido

Resultado? Desconforto, recusa e perda de confiança.

E confiança, na hospitalidade, vale mais que qualquer venda incremental.


Contexto + timing mudam o jogo

Upsell eficiente depende de duas variáveis simples e poderosas:

1. Contexto

Quem é esse hóspede?

Por que ele está aqui?

O que ele valoriza?


2. Timing

Em que momento da jornada essa oferta aparece?

  • Pré-estadia → personalização e antecipação

  • Check-in → conveniência

  • Estadia → experiência

  • Check-out → memória e recorrência

Quando essas duas coisas se alinham, o upsell deixa de ser venda e passa a ser serviço.


Um paralelo improvável

Pense na casquinha de sorvete do McDonald's.

Ela não é o produto principal, mas está estrategicamente posicionada:

  • é barata

  • tem alto apelo emocional

  • é oferecida no momento certo

  • e exige zero esforço de decisão

E o mais interessante: ela não depende do “talento de venda” do atendente.

Existe treinamento, padrão de abordagem e, principalmente, configuração no sistema de PDV que favorece a oferta.

Resultado? Uma receita marginal gigantesca, construída quase sem atrito.

Pense sobre qual é a sua "casquinha"...


O que a hotelaria ainda não entendeu

Muitos hotéis ainda tratam upsell como:

  • habilidade individual

  • ação pontual

  • ou iniciativa isolada da recepção

Mas upsell não é improviso. É sistema.

E envolve:

  • um PMS bem configurado

  • jornadas mapeadas

  • dados de preferência consistentes

  • e sugestões inteligentes no momento certo.

Sem isso, o upsell depende exclusivamente da boa vontade (ou coragem) da equipe.

E isso não escala.


A nova geração de upsell é silenciosa

Os melhores upsells não parecem vendas.

Parecem:

  • antecipação

  • personalização

  • conveniência

  • cuidado operacional

E isso só acontece quando tecnologia, processos e equipe trabalham juntos.

Não como departamentos separados, mas como uma jornada única.


A diferença entre "oferta genérica' e "oferta inteligente"

Imagine os cenários:

  • Cenário 1 - O hóspede chega cansado após um voo longo.

    No check-in, recebe: “Gostaria de conhecer nossos pacotes de experiências?”

    Ruído.

  • Cenário 2 - Antes da chegada, o hotel identifica: voo internacional -> check-in tardio -> estadia curta

    E envia: “Quer deixar sua refeição pronta no quarto para sua chegada?”

    Isso não parece venda. Parece cuidado. E é exatamente por isso que funciona.

  • Cenário 3 - Antes da chegada: “Percebemos que sua estadia é para um final de semana especial. Gostaria de incluir um champagne no quarto?”

  • Cenário 4 - No check-in: “Temos um upgrade disponível com vista para o pôr do sol hoje . Faz sentido para você?”

  • Cenário 5 - Durante a estadia: “O spa está com horários livres esta tarde. Posso reservar para você?”

Perceba: não é insistência. É oportunidade.


O novo papel da tecnologia

A tecnologia não serve para automatizar ofertas genéricas.

Serve para:

  • identificar padrões

  • sugerir oportunidades

  • e apoiar o time com inteligência

Upsell orientado por dados deixa de ser tentativa e passa a ser precisão.

No fim, é sobre percepção. O hóspede não mede o valor da experiência pelo quanto pagou.

Ele mede pelo quanto fez sentido. E é exatamente aí que o upsell bem feito atua, na percepção de valor.


Para refletir

Talvez o melhor upsell seja aquele que o hóspede nem percebeu que recebeu.

Apenas sentiu que sua experiência ficou melhor. E talvez essa seja a definição mais adequada para o que entendemos aqui na Bonio como eficiência invisível na hospitalidade.

Se o seu upsell depende do esforço do colaborador, ele é frágil.

Se depende de contexto, timing e sistema, ele é estratégico. Pense nisso!


Na Boni[PRO], temos encontrado soluções inteligentes para transformar upsell em

experiência e não em pressão comercial. Porque acreditamos que a hotelaria mais eficiente é aquela que reduz atrito, conecta jornadas, antecipa necessidades e cria valor quase invisivelmente.


Na Boni Learning a prática se transforma em curso

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